A gorda, a feia e o Wal

Seguindo a tradição de postar em datas indefinidas, vamos começar mais um texto!

Era fim de tarde de um sábado, todo mundo reunido na praia, alguns jogando vôlei (eu não, porque sou macho), outros conversando sentados na areia e eis que surge, cheia de assunto, a defloradora de um amigo – isso mesmo, a rapariga arrancou a pureza carnal da glande de um comparsa, mas isso é uma outra história –, coisa que nos animou, porque obviamente ela já tinha dado – sim, DADO, eu não sei porque as pessoas tem probleminhas com essa palavra, chega a ser poético, o ato de se doar, em algum nível é uma forma de autruísmo – e provalvelmente tinha amigas nas mesmas condições.

Os que não se entretinham dando tapinhas na bola e saltitando como desvairadas, logo se adiantaram em marcar alguma coisa após a praia. Combinamos em um local com muitos bares e pizzarias aqui pela zona sul do Rio. Os imberbes e púberes meninos de 14 anos – me inclua no bando – trataram de correr cada um pra sua respectiva casa e borrifar tanto Kayak quanto possível na epiderme.

Lembro de ficar sentado no sofá da sala, esperando ansioso a hora de sair. Seria aquela a noite em meu pintinho tocaria outra coisa que não minha cueca e minhas mãos? Nessa idade, qualquer promessa de garotas sem hímem é excitante. Cheguei à pizzaria quase ao mesmo tempo que o resto dos garotos, éramos 5, as meninas demoraram um pouco mais, só pra aumentar a tensão. Enfim chegaram, a defloradora, a feia, a gorda e uma amiga que já tinha rodado por toda a galera, porém, ainda mantinha intacto o lacre, logo, a última não despertou muito o interesse de ninguém.

Já na mesa, eu me sentia desanimado, não ia tentar a comedora matriarca, era uma questão de ética, então sobraram a feia, a gorda e a cabaço. Não demorou muito até que nosso amigo Waldir me convocasse pra guerra, “Cara, eu quero a feia”, e prontamente foi respondido com “Vai na fé, porque a essa hora eu sou ateu”, mas não convencido de atuar sozinho, apelou pro lado emocional evocando os momentos de nossa amizade e dizendo que queria ter histórias pra contar comigo… O filho da puta me fisgou.

Levantei meio contrariado, cheguei perto da gorda e chamei pra dar uma volta, Waldir já tinha feito o mesmo e andava uns 2 metros na frente. Paramos do lado de fora enquanto os outros 3 faziam suas investidas de furação de olho ainda à mesa. Comecei a conversar com a gorda, mas não tinha nenhuma vontade em me aventurar em suas 20.000 mil léguas adiposas, esperava coisa mais legal. Outra vez o Waldir chega ao meu lado e solta baixinho “Cara, ta tudo certo, mas ela só vai sair comigo depois que você ficar com a gorda”, isso minou meus planos de distrair a menina enquanto a amiga se atracava com meu amigo, MAS ESSE SOLO TUPINIQUIM VIU QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA! AGARREI A PEQUENA JABBA THE HUT E FIZ O SERVIÇO!

Depois de uns 5 minutos aproveitando o cavalo dado, Waldir novamente se aproxima, interrompe nosso affair – mas que merda é essa? Já terminou? – e no mesmo esquema de cochichar lasca na minha orelha, “Levei um toco”! Eu não sabia se ria, se chorava, se agarra a gorda, a feia ou se plantava bananeira nú, com uma vela enfiada no rabo, fantasiado de candelabro… QUE PORRA FOI ISSO? EU FUI PRATICAMENTE OBRIGADO A PRATICAR AQUELE ATO DE ZOOFILIA COM A WILLY!

Enfim me acalmei e cheguei junto do outro “casal” pra conversar e aliviar a tensão do toco. Eu já me sentia um pouco desconfortável e ameaçava voltar pra mesa, dando a desculpa de que não queria deixar os outros esperando demais, quando a fofolete pede meu telefone. Waldir, solícito com sempre, faz questão de se adiantar e dar meu telefone certinho, número por número, com uma desenvoltura que eu mesmo não teria – eu já contabilizava, eram 2×0 pra ele –, e em seguida pede que eu anote o dela. Como não? Pego meu celular e começo a anotar o número, a desgraçada não para de olhar pro aparelho, eu realmente teria que salvar e faltava o colocar o nome… Qual era o nome? Podia colocar qualquer coisa, Barney, Jotalhão, Majin Boo, enfim, qualquer coisa… Não fosse a criatura, de butuca em mim. Eu precisava fazer alguma coisa.

Então, como se escreve seu nome mesmo? Difícil né?

É Fernanda, ué… – Fazendo uma cara de cu com câimbra.

Não, pô! É que eu conheço um Fernando com PH.

Então voltei pra mesa, com a beiça chupada, virgem por mais dois ano e com a promessa – que se cumpriu – de receber ligações diárias, durante uma semana inteira, da minha untuosa aquisição daquela noite.

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