Peripécias de um Réveillon incomum

Era Natal e a família estava reunida, todos os quitutes maravilhosos sobre a mesa, me fartei como um mendigo mirim que de um segundo para o outro se encontra trancado dentro do Mc Donalds. Mas isso é perfeitamente compreensível se os membros da sua família são reconhecidos pelos dotes culinários, mas como todos sabem, essa ORGIA em nossas papilas gustativas em pleno santo, nascimento de GZUIS, é cobrada nos dias seguintes.

Estava eu, serelepe, saltitante, pimpão e bobo alegre indo na direção da queima de fogos no Ano Novo em Copacabana, quando vislumbro a chefinha francesa de uma amiga, me aprumei e tratei se socializar. Chegando na praia, alternamos os assuntos entre várias bebidas, todos perdiam o pudor conforme o álcool era assimilado e não demorou muito até que os fogos começassem, todos pulando, se abraçando e sendo mais agradáveis e soltinhos com aquela esperança boba de que suas vidas vão mudar como mágica. Quando cumprimentei a francesa, no lugar do esperado beijinho na bochecha, recebi um afago no gogó, pelo lado de dentro.

No fim das festividades todos se separaram e fui levar a mademoiselle até o apartamento dela, chegando na portaria ela me pergunta com aquele sotaquezinho safado, “você querrrr trrrranzar?“, e logo me prontifico, afinal nossa país é reconhecido pela prestatividade do povo e eu não podia depor contra. Subimos até o apartamento, ela entra no banheiro e deduzo que ia tomar banho pra nossa noite de pecados, se passam alguns minutos e minha petit pois retorna toda boa com uma camisola colada no corpo – uuuuuuuuuuiaaaaaah! naquele momento, com um peteleco na glande e eu teria jogado fora alguns milhões de alminhas – já me perguntando se eu gostaria de tomar um banho, me deu uma toalha e lá fui eu retirar os resquícios de areia das pregas do meu corpo.

Já dentro do banheiro, não pude me privar de liberar espaços no meu intestino já entumecido como uma linguiça de chouriço, recheado de toda a sorte de alimentos que sobreviveu ao Natal, e de preferência antes de banho, porque sabe-se que papel higiênico não limpa, só espalha a merda. Rabo do macaco cortado, banho, toalha, roupa, maçaneta… foi quando dei uma última conferida na latrina, muito útil por sinal, porque me dou conta de que meu produto interno bruto ainda habitava aquela porcelana branca. Todo faceiro dou a descarga de misericórdia e me volta para a saída ainda fitando o aborto, mas algo prendeu minha atenção, a água já fazia barriguinha na borda pra privada. Cacei com os olhos qualquer coisa que pudesse me ajudar naquele momento adverso, mas não tive sorte.

Era isso… aquele era o fim, a mulher entraria no banheiro depois da nossa primeira vez sairia decidida a nunca mais dar pro cagão do Ano Novo, mas eu não podia deixar aquilo acontecer! Uma chama se acendeu dentro de mim, era a merda ou eu, nos encaramos por 3 minutos que pareciam uma eternidade, até que num reflexo totalmente inesperado até pra mim, AGARREI AQUELE REBENTO MARROM E CONSISTENTE DE 30CM E ATIREI PELA JANELA SOBRE A PRIVADA!!!

Anestesiado como um aventureiro que acaba de cortar uma parte do corpo pra se salvar, lavo as mãos por algum tempo e saio do banheiro, olha pra minha merecida conquista e comento de forma displicente, “seu banheiro tem um problema”, e prontamente ela me responde, “sim, a descarga não funciona, ainda bem que você não usou”.

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